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EMPONDERAMENTO FEMININO E A INFLUÊNCIA NO MARKETING

Empoderamento feminino

Segundo alguns dados, como o obtido da pesquisa do Facebook IQ em 2018, muitas marcas e empresas estão investindo suas campanhas de marketing neste tema, o que ficou muito claro no dia 08 de março, Dia Internacional da Mulher.

Diversas empresas promoveram fortemente campanhas com enredo sobre empoderamento feminino e quebra de padrões machistas do passado – como o caso da Skol. A empresa em 2015 realizou uma campanha com o tema “Esqueci o não em casa”, o que gerou um boicote à marca e uma reação negativa dos consumidores. Entretanto, tentando reverter essa situação, a marca em assumiu seu erro e a importância de mudar. No ano seguinte, lançaram um vídeo com a hashtag “Redondo é sair do seu passado”, em que convidou ilustradoras para recriarem seus anúncios antigos que objetificavam mulheres e desse espaço para as mesmas mostrarem como querem ser representadas.

Muitas marcas já começaram a reformular seu posicionamento no mercado em prol da igualdade de gêneros. Um exemplo é a marca de whisky Jonnie Walker lançou uma versão feminina do seu logotipo nas garrafas de Black Label dos EUA, na intenção de aproximar o público feminino, iniciativa de muito sucesso entre as consumidoras.

   Por situações como a da Skol, é preciso cuidado ao lidar com o assunto. Empresas de publicidade possuem opiniões diversificadas sobre o tema. Juliana Carvalho, diretora de marketing da Seda, apoia as campanhas voltadas para o empoderamento feminino e complementa dizendo que “qualquer garota pode ser dona do seu próprio destino”. Gabriela Platinetty, diretora de marketing da Netshoes, segue o mesmo viés de Juliana. Entretanto, ressalta a importância do tópico não ficar restrito à comunicação, mas sim enraizado na sociedade como um todo, acrescentando que a campanha tem que ser verdadeira e ressalta que a expectativa é que campanhas pautadas neste conteúdo só venham a aumentar. Entretanto, existem opiniões contrárias, como a de Washington Olivetto, presidente do conselho da WMcCann, que classifica como “censura disfarçada” conteúdos que afetem minorias.

   Apesar de divergentes opiniões, é fato que o tema tem circulado frequentemente nas redes sociais. O assunto leva reflexão e assola a cabeça de publicitários sobre a aplicação correta no que diz respeito ao tópico. No dia 8 de Março de 2018, o Mc Donald‘s foi alvo de críticas após, em homenagem à mulher, disponibilizar em 20 lojas operação 100% feminina . A jogada de marketing foi amplamente divulgada nas lojas participantes e logo as reações começaram a surgir em toda internet. Questionamentos sobre os homens estarem supostamente de folga e as mulheres, no Dia da Mulher, trabalhando, foram frequentes nas páginas do Fastfood. Com a sublevação, o restaurante emitiu um comunicado: “Esclarecemos que não houve folga para os rapazes que trabalham nesses restaurantes. Todos trabalharam normalmente conforme suas escalas. Houve apenas uma troca de locais de trabalho entre eles, para que esses 20 restaurantes pudessem reunir apenas mulheres na operação. Lamentamos que alguns clientes tenham concluído a mensagem de maneira equivocada”.

   Esclarecido o mal-entendido ou a falta de clareza, a campanha serviu como um exemplo aos publicitários com relação ao cuidado que se deve ter ao lidar com assuntos desta natureza. Temas ainda sensíveis pela sociedade como feminismo, população LGBT, indígenas, racismo, devem ser pautados com cuidado para não esbarrar em atitudes antiéticas.

   Fica claro, assim, que campanhas neste âmbito, desde que planejadas, com um viés verdadeiro e que passem realmente os valores da marca, são muito bem aceitas na sociedade atual, como indicado pela pesquisa do Facebook IQ. Nos próximos anos, provavelmente ainda se ouvirá falar muito em empoderamento feminino, e, disseminando a ideia de maneira correta, espera-se que a sociedade seja cada vez mais inclusiva, auxiliando na equiparação profissional e a conquista feminina nos espaços sociais.

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